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domingo, 26 de setembro de 2010

E ela não sabia mais o que fazia...

...sabia exatamente o que queria, mas seus sonhos, ah! seus sonhos, esses pareciam tão distantes dela que raramente ela os reconhecia...e esquecia que sonhava...








Quando sonhava tudo parecia tão confuso enquanto mais se confundia mais tinha certeza de que já não sabia sonhar.


A vida se encarregou de fazer daquela menina poeta uma prisioneira das palavras, uma prisioneira da realidade, realidade essa que já se tornara tão monótona que já não era possível conjulgar qualquer verbo que parecesse belo, qualquer verbo que a fizesse voltar...


VOLTAR! Sim...esse era o verbo que ela mais ouvia e cada vez que ouvia seu coração chorava... Voltar ao começo sem começar de novo, voltar para o caminho pelo qual não se quer seguir, voltar a colocar os pés no chão quando nem ao menos se tentou voar, voltar onde tudo era quimérico e chorar...


Ela sabia, ela tinha consciência para onde deveria seguir ...seus pés queriam correr na direção apontada pelo coração, mas a razão os barrava, os tornava imóveis, os impedia de seguir...


No momento que ela reconhecia um sonho, ela se sentia viva e, de uma maneira simples, de uma maneira infinda, ela retornava ao passado no qual acreditava num futuro perfeito, mas quando essa aura de magia se extendia até aquele momento, o aldaz presente a trazia de volta à realidade...


E ela novamente se perdia...






Andrieda Corrêa Guimarães






Um comentário:

  1. Lindo texto Dri!

    Por alguma razão eu ACHO que sei de onde veio a inspiração para escreve-lo!=P

    Bejão!

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